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Tudo o que você precisa saber sobre brechós!

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O brechós estão se tornando grandes protagonistas no mundo da Moda. Não é de hoje que o mercado de roupas usadas atrai novos consumidores que buscam exclusividade e preços acessíveis na hora de se vestir. No entanto, muitos não sabem qual a sua origem, quais são os impactos na indústria de confecção e como o consumo de peças de segunda mão colabora na preservação do meio ambiente! 

Você também não sabe metade das coisas que envolve o mundo dos reusos? Fica tranquila, pois irei explicar neste artigo TUDO o que você precisa saber sobre o consumo de roupas em brechós <3

Origem: De onde surgiu a palavra BRECHÓ?

Antes de explicar como surgiu a palavra em si, é importante entendermos como surgiu o comércio de roupas usadas. Na verdade tudo começou na Europa, antes do século 19! Naquela época haviam inúmeros “Mercados de Pulgas” onde eram comercializados artigos de todos os gêneros. Normalmente eram feiras ao ar livre que não contavam com muita higiene, por isso pulgas no nome.

Com o passar do tempo e com todo o processo de imigração para o Brasil, durante o século 19, um mascate chamado Belchior ficou conhecido na cidade do Rio de Janeiro por vender roupas e objetos de segunda mão. O nome acabou se transformando na palavra brechó e hoje carrega todo o significado de venda de artigos usados.

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

Ao decorrer do século 19, por conta das duas Guerras Mundiais, as lojas de segunda mão se expandiram pelo mundo. Através da Cruz Vermelha, por exemplo, os brechós ficaram conhecidos por receberem doações a fim de vendê-las com um preço acessível.

Não tem muito segredo! Os brechós nasceram dos mercados de pulgas na Europa, principalmente os de Paris, e se expandiram pelo mundo por conta da imigração e crises como as Guerras Mundiais. 

A cultura de consumir em brechós

Aqui no Brasil é uma cultura ainda em desenvolvimento, mas na Europa e nos EUA ela já existe a muuuuito tempo! Diferente daqui, as pessoas já estão familiarizadas com a compra de artigos usados, pois sabem que é possível encontrar raridades e peças extremamente estilosas.

O cenário no Brasil é um pouco diferente, pois muitas pessoas acham que os brechós são locais sujos, com mal cheiro e impossíveis de encontrar peças em bom estado. Simplesmente associam brechó à roupas sujas e desgastadas. É uma realidade que mudou bastante nos últimos anos, pois muitos locais estão investindo em reformas, higienização de peças e curadoria de Moda. 

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

Os brechós que compreenderam a importância de apresentar bem o produto estão ganhando cada vez mais seguidores, mas ainda enfrentam certa dificuldade em relação aos preços. Muitas pessoas consideram acessíveis, mas outras acham que é certa exploração cobrar mais de R$10 em uma peça usada. 

Tudo isso, mais uma vez, vai da cultura. Por mais que a estrutura dos brechós tenha melhorado, muitas pessoas ainda acham que devem pagar um valor extremamente baixo só porque a roupa é usada, mas saibam que não é bem assim que as coisas funcionam…

Hoje, para um brechó se manter estável no mercado, ele tem custos com a compra de peças (sim! as peças não são doadas, elas são compradas), com a higienização, com funcionários, com aluguel ou plataforma de e-commerce, e muito mais! São lojas que viraram empresas, com todas as obrigações de qualquer outro estabelecimento.

Brechó X Bazar

Este tópico é praticamente uma extensão do que estávamos falando agora a pouco, mas acho importante separar um espaço exclusivo para esclarecer a diferença entre brechó e bazar!

Muitas pessoas confundem e é natural, pois pensamos que é apenas uma variação do nome. A verdade é que há uma grande diferença entre esses dois tipo de comércio e vou explicar os motivos. 

Vocês já devem ter reparado que brechó, hoje em dia, nada mais é que uma loja de roupas usadas. No entanto, precisamos lembrar que é uma loja que vende roupas usadas como se fossem novas, o que isso significa? Significa que as peças são selecionadas a dedo de acordo com o estilo do brechó – normalmente quem faz esse trabalho tem uma formação em Moda -, são lavadas, passadas, ajustadas quando necessário e colocadas a venda. 

Percebem que tem todo um trabalho envolvido? As peças são compradas por um profissional responsável pelo brechó e passam por todo um processo cuidadoso até chegar às mãos da cliente. Isso quando não é um e-commerce!

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

Hoje em dia muitos brechós expandiram sua presença online e outros foram realmente construídos na internet. Esses brechós que funcionam 100% online ainda contam com outros processos, como fotografia das peças, edição e tratamento de imagem, cadastro e manutenção do site. Além das entregas que em muitos casos são feitas pessoalmente, por motoboy ou enviadas pelo Correio. 

Percebem que tem toooodo um valor envolvido nesse tipo de trabalho? E tudo isso é feito para facilitar a vida da cliente! Como assim facilitar? Bom, aí é que iremos falar sobre os bazares…

Os bazares são eventos beneficentes que ocorrem em instituições sociais como ONGs e Igrejas. Todas as peças comercializadas nesses locais são fruto de doações de pessoas físicas, ou seja, aquela roupa que você doa para a sua igreja muitas vezes vai para os bazares!

Esses eventos costumam ser mensais, poucas instituições conseguem manter um bazar físico funcionando todos os dias. O lucro dos artigos vendidos são revertidos para os trabalhos solidários de cada local e para cobrir alguns custos dos bazares. 

Enfim, porque estou dizendo tudo isso? Para vocês entenderem o motivo dos valores das roupas serem totalmente diferentes! Nos bazares você encontra peças a partir de R$0,50 dependendo do local, mas elas são vendidas por um preço muito baixo, pois são fruto de doações. Ou seja, as instituições não tem custos para adquirir as peças! 

Outro detalhe, as peças são mais baratas, pois são misturadas com inúmeras outras. Quando você entra em um bazar, normalmente é preciso disputar espaço com outras pessoas, além de ficar horas em pé para encontrar peças realmente boas no meio das montanhas de roupas. É um trabalho que envolve muita atenção e paciência. Depois disso, ainda é preciso lavar tudo, pois as peças nesses locais costumam ser sujas ou muito empoeiradas.  

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

Já nos brechós a situação é outra. As peças são pré-selecionadas por uma profissional e se encontram sempre lavadas e passadas. Isso quando não são mega higienizadas para retirar manchas, ajustadas com alguma costura ou customização. 

Percebem como os processos são diferentes? E que não tem como os valores serem os mesmos? Como disse um pouco acima, os brechós são grandes facilitadores para as clientes, pois neles você pode comprar peças usadas em ótimas condições de forma rápida! Sem se preocupar em caçar os bazares, enfrentar filas, disputar espaço para ficar horas procurando roupas e sair com uma ou duas peças. 

Existem vários tipos de brechós com vários tipos de preço!

Aproveitando o gancho, é muito importante dizer que nem todo brechó possui um valor acessível. Assim como as marcas de roupas novas, os brechós também criaram as suas marcas. Isso significa que eles também determinaram seu segmento de mercado e público alvo! 

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

Existem desde os brechós com roupas de valores mais acessíveis, até os brechós de luxo que vendem roupa de grife – com certificado e tudo! Por isso, é muito importante estarmos atentas a essas possibilidades e pesquisar sempre os locais que cabem no nosso orçamento. 

Brechós que vendem peças de grife são de luxo, por isso são bem caros. Brechós que vendem roupas vintage, normalmente também tem um valor mais alto, pois trata-se de peças mais antigas e de melhor qualidade – já que existem a mais de 20 anos. Já brechós que vendem peças atuais, e normalmente sem foco em marcas, são mais baratinhos. 

Vamos falar sobre exclusividade…

Quem compra em brechó sabe que as chances de vestir itens mais exclusivos são grandes. Isso, porque são peças únicas que não possuem variações ou grade de tamanhos como nas lojas normais. Esse é um ponto muito positivo para quem procura se diferenciar na hora de montar um look!

Para quem curte itens vintage, a exclusividade vai ainda mais longe. Quem não sabe, uma peça é considerada vintage quando identificamos a etiqueta C.G.C. Ela é um grande divisor de águas, pois é o antigo CNPJ e indica que a peça tem mais de 20 anos. 

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

Peças com esse tipo de etiqueta são mais difíceis de encontrar e ainda tem o bônus de ter sido produzida em outra década. Ou seja, são roupas totalmente diferentes das que estão sendo comercializadas nas lojas hoje em dia <3

Reuse, ressignifique!

Além da questão de preço e exclusividade, o legal de vestir roupas de brechó é a ressignificação do uso das peças!

A brincadeira de explorar as formas de usar uma roupa é colocada em prática quando compramos em brechós. Isso, porque muitas vezes encontramos peças vintage que serão vestidas e combinadas de uma forma totalmente diferente da de antigamente. É uma mistura de estilos e possibilidades que são colocadas em jogo para você se divertir ao máximo com os resultados.

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

Um exemplo disso são as calças de alfaiataria. Antigamente eram combinadas blazers e  mocassim – sempre em looks mais sociais -, mas hoje é possível compor com tênis e camisetas de banda! Enfim, na hora de fazer suas compras em brechós, esteja atenta às possibilidades e não saia descartando as peças só porque são mais antigas. 

Veja também: Dicas para melhorar as vendas da sua loja de roupas

Sustentabilidade

Bom, muitos não sabem, mas consumir em brechó ajuda o meio ambiente! Calma que irei explicar.

Muitas das roupas produzidas nos últimos anos são da indústria do fast fashion – moda rápida. A ideia desse modelo consiste em produzir novas coleções em escala todo o mês a um preço muito baixo. Para manter um ritmo de produção desse, vários níveis da cadeia de produção são afetados. Um deles é a mão de obra, normalmente análoga à escravidão. 

Para produzir por um preço muito baixo, as grandes marcas direcionam suas produções para países onde as leis trabalhistas não são tão rígidas. Isso significa que milhares de pessoas, diariamente, possuem jornadas de trabalho exaustivas sem uma remuneração digna. Tudo para costurar a maior quantidade de peças no menor tempo possível. 

Além da questão da mão de obra, também temos o problema com a produção de tecidos. A maioria das peças hoje são produzidas com tecidos sintéticos, ou seja, plástico. Como a ideia é manter uma moda rápida – de compra e descarte – o nível de lixo e resíduo têxtil que a população como um todo está gerando é alto! Em contrapartida, mesmo se apostarmos nos tecidos de fibras naturais, no algodão por exemplo, temos que manter uma alta produção, resultando em desmatamento para suportar o plantio. Esses são só alguns exemplos dos impactos da indústria da Moda – do fast fashion em si – no mundo.

Para enfrentar todos esses pontos negativos, fazer compras em brechós é uma boa alternativa! Falo isso, pois é um mercado que não produz roupas, ou seja, não gera resíduos de produção. Além disso o consumo de roupas de segunda mão ainda prolonga o ciclo de vida útil das peças. Isso significa que uma roupa que seria descartada em um ou dois anos, pode se tornar útil para alguém por mais tempo.

(Foto: Unsplash – https://unsplash.com/)

A ideia de consumir em brechós vai além de pagar mais barato. Envolve consumo consciente e respeito ao meio ambiente. Envolve também muita reflexão para entendermos como nós consumimos e o porquê! É um exercício para aguçar o estilo pessoal e identificar peças em potencial que você nunca imaginou vestir! 

Agora que você já sabe tudo que envolve o mundo dos brechós, que tal dar uma pesquisada na internet para conhecer alguns? Tenho certeza que encontrará endereços pelo seu bairro ou até mesmo na internet. Dá uma olhada! 

Ps: Quer uma dicas? Vem conhecer o CuraModa!

O CuraModa é um brechó 100% online que começou vendendo em grupos de Facebook. Ao decorrer do tempo a dona – que no início era só uma estudante de Moda – viu a necessidade de organizar melhor as fotos, vendas e comunicação, e decidiu montar um Instagram exclusivo para a marca. Assim que as coisas começaram a caminhar ela montou o site e, desde o início desse ano, todas as vendas são feitas por lá!

A linguagem do site é mais minimalista, pois a dona investe em fotos mais claras, sempre com fundo branco, e poucas informações em volta. Tudo isso facilita muito a hora de analisar as peças.

Falando em peças, o CuraModa aposta em uma curadoria, ou seja, uma seleção de peças. Não há nada muito específico, mas a ideia é fazer uma mistura entre peças vintage e atuais. Sempre investindo bastante no jeans, quando possível, e em peças na cor preta. 

No geral o estoque é bem variado, pois possui desde roupas e acessório, até bolsas e sapatos. O interessante da curadoria, é que todas as roupas são garimpos com origem em bazares de instituições que fazem trabalhos sociais. Ou seja, comprando lá você ajuda indiretamente alguma ONG ou instituição que mantém trabalhos solidários! 

As atualizações acontecem todo mês e são anunciadas sempre pelo Instagram, o principal canal de comunicação dele. Lá sempre há looks, dicas de como vestir cada peça, stories com informações gerais e o dia a dia da rotina do brechó! 

Em relação aos preços, são acessíveis, pois variam entre R$15,90 e R$100, normalmente. Ele é localizado em São Paulo, capital, e conta com envios pelo Correio – para todo o Brasil – e entregas pessoalmente no Metrô da cidade. 

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